sábado, 8 de maio de 2010

... E com o tempo tudo muda,
A dor não dura para sempre,
A paixão nunca perdura,
Mas amor é Sol nascente,
E nesse peito ainda fulgura.

E traz consigo uma paisagem,
Tão diferente e rara,
Que aquece as noites frias,
Solitárias madrugadas.

E mesmo que diga adeus,
E mesmo que se separe,
Amor segue no peito,
Não importa o embate.

E sal rola aos lábios,
vindo dos olhos cautivos,
Nada mais que a dor entorpece
Pouco a pouco os nossos sentidos

Sendo fatal ou estranho,
Exagerado ou solitário,
Amor é sempre amor,
Do mais sábio ao mais covarde

E me revisto de trapos
Pra dizer o que já foi dito,
É nesse peito estranho a ti
Que o teu amor é protegido.

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