sábado, 15 de maio de 2010

Should I say something that will make you stay?
Should I say something that will make you runaway?
There are people telling that this love is not that true...
Some other tell me that you feel the way I do.

They don't know you, though,
And me neither, I'm a fool
Cause everytime I fall apart
When I'm away from you...

And from this range I can see
You're so happy without me,
Am I supposed to be attachaed to this feeçing
For all eternity?

I'm leaving now, no matter how
I need to get away,
For all my love is just a dream,
A dream where your love don't stay.

I wave good-bye from the window,
hoping your eyes can not see
the way my eyes are left blind
by all the cloudy tears...

sábado, 8 de maio de 2010

Dizer-te adeus é vício,
Quando vezes terei dito?
perdi as contas há tempos,
Dizer-te adeus não faz sentido.

Dessa vez direi até breve,
Ou talvez nem precise dizer,
Você verá em olhos marrons
Ao dizer que amo você.

Não quero mais essas despedidas
Cheias de torpor e de raiva,
Quero um aperto de mão somente,
Palavras muito educadas.

Quero ser sincera uma vez,
Não me force mais a mentir,
O que trago em mim e dou a você
É o que nos traz de volta aqui.

Não sou imortal como antes,
É tudo que eu posso dizer,
O apelo final que faço a você
É já que vives me deixe viver.
... E com o tempo tudo muda,
A dor não dura para sempre,
A paixão nunca perdura,
Mas amor é Sol nascente,
E nesse peito ainda fulgura.

E traz consigo uma paisagem,
Tão diferente e rara,
Que aquece as noites frias,
Solitárias madrugadas.

E mesmo que diga adeus,
E mesmo que se separe,
Amor segue no peito,
Não importa o embate.

E sal rola aos lábios,
vindo dos olhos cautivos,
Nada mais que a dor entorpece
Pouco a pouco os nossos sentidos

Sendo fatal ou estranho,
Exagerado ou solitário,
Amor é sempre amor,
Do mais sábio ao mais covarde

E me revisto de trapos
Pra dizer o que já foi dito,
É nesse peito estranho a ti
Que o teu amor é protegido.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

TPM

Você pode enfiar a unha na carne até sangrar, eu não ligo. Eu não ligo mais...
Todos vão morrer um dia, eu, você, "eles". Mas eu não quero morrer sozinha. Tem a Judy, a Aretha e o Gabriel, eles vão comigo e eu fui com eles.
Gabriel sempre teve problemas. Raiva, cachaça, piña colada, tequila, muita bebida forte, deixava meu sofá cheirando a álcool. Quando saía sempre se metia confusão. Pobre Gabriel. Não importava o quanto Aretha tentava aconselhá-lo, ele a mandava calar a boca e não encher o saco. "Vai à merda e não me enche!", era o que ele gritava raivoso, com a cabeça quase enfiada na caneca de cerveja, toda vez que ela o sacudia e tentava fazê-lo voltar pra casa. Aretha tentava protegê-lo, Judy não tava nem aí e dizia: "Se quiser se matar, que se foda!". Eu? Eu chorava sempre no dia seguinte por causa do cheiro do álcool. Era sempre eu que tinha que limpar a sujeira, o vômito no banheiro, a calça suja da sarjeta, a blusa embebida com algo colorido que eu nem queria saber o que era. Talvez nem Gabriel soubesse!
Eram os patos no lago que me faziam sorrir, sozinha, despreocupada, com a mente em branco. Era para onde eu queria ir, para onde eu queria fugir, meu refúgio quando todos eles me sufocavam. Quando a maldita T.P.M atacava mais forte, era pra lá que eu corria.
O apartamento era alugado e era eu quem pagava as contas com o salário de operária. Eu arrumava as coisas enquanto Gabriel dormia e Judy ficava de moleza o dia inteiro. Me irritava a inércia dos dois, mas nunca fui de falar muito ou ficar reclamando. Aretha era um pouco como eu, só que mais confiante, mas ela não passava muito tempo conosco. Quisera eu que o fizesse! Talvez Gabriel não tivesse ido tão longe, talvez...
Eu perdi o emprego numa Quarta-feira cinzenta. Meu chefe tentou me levar pra cama. Já havia tentado outras vezes, me recusei. Trabalhei na fábrica por cinco anos só porque mandei a Judy no meu lugar algumas vezes. Ela não ligava. Não que fosse promíscua, só não fazia diferença. Podia enfiar a unha na carne até sangrar, ela não ligava. Ela não ligava mais. Judy disse pro seu Quaresma que não fazia diferença dormir com ele ou sozinha, não sentia nada mesmo. O velho ficou puto, enfiou-lhe a mão na cara, deixou marcas feias na coitada e depois me demitiu. Me senti culpada por Judy e chorei. Chorava sempre, desde pequena. Uma vez ouvi o médico dizer pra minha mãe que era T.P.M. "T.P.M? Palavra engraçada, Vanessa!", me disse Judy quando ouviu o médico falando. Depois ele fechou a porta do consultório e não ouvimos mais nada.
Mas Gabriel, Gabriel nunca chorava. Esperou que pegasse meu fundo de garantia e depois que cara da Judy desinchou foi até a casa do velho e, com um auxílio de uma barra de ferro, o quebrou inteiro de pancadas. Trancou a mulher e os filhos do Seu Quaresma no banheiro e fez o serviço. "Peguei o sacana direitinho!", se vangloriou ao chegar em casa. Eu chorei, Judy disse que aquilo não faria diferença, Aretha o recriminou e se preocupou com estado do Seu Quaresma. "Agora ta feito", disse Gabriel. E estava mesmo.
No dia seguinte, Aretha ligou pra fábrica, porque eu não tinha coragem, e perguntou por Quaresma. Quando desligou o telefone só consegui se lembrar daquela fala do Mcbeth: "The deed is done" (o ato está feito). Todos teríamos ficado ali se Aretha não tivesse dito que aquilo poderia dar cadeia. Nos apavoramos. Gabriel decidiu fugir antes que chegassem até nós. Aretha tentou ponderar, disse que seria melhor que ele se entregasse e que se explicássemos a situação talvez a coisa se resolvesse, mas Gabriel não queria saber. Ele havia matado o velho e agora tinha que fugir. Eu queria ficar do lado de Aretha, mas àquela época, se enfiasse a unha na carne, não precisava deixar sangrar, doía. A maldita T.P.M só fazia aumentar. Eu precisava sair, me esconder. Se fosse presa seria cúmplice, co-autora, quiçá até mandante. O ato havia sido feito. A unha já estava na carne.
Fugimos com a Aretha quase carregada, a contragosto. A polícia já estava atrás do baixinho que havia matado o diretor da fábrica. Os dias passavam e ficávamos sem lugar pra nos esconder. Gabriel nunca aparecia em público, apenas eu, Aretha e Judy, e a polícia não sabia da gente ainda. Ficamos confinados em quartos de hotéis em Campo Grande, Goiânia, Brasília. Gabriel estava quase ficando maluco, queria sair, mas não o deixávamos. Era preciso controlá-lo. Os telejornais começaram a dizer que a polícia estava na cola do assassino e foi aí que perdemos o controle sobre Gabriel.
Numa noite quente pra caramba ele cismou que queria cerveja. Estávamos fugindo fazia 3 meses e desde então o desgraçado ficara proibido de colocar um gole de álcool na boca. Enquanto nós dormíamos, ele desceu a rua do bairro pobre de Manaus e pediu uma pinga. Como alguém podia tomar cachaça naquele calor infernal? Bebeu e perdeu o controle. Voltou cambaleando e tropeçou nos próprios pés num beco qualquer. Foi parar na cadeia. Aretha quis tirá-lo de lá, mas viu que complicaria ainda mais as coisas. Deus graças a Deus da polícia não ter lhe dado um banho! Só esperaram a bebedeira passar e o liberaram. Não foi fichado nem nada do tipo.
A coisa se complicou quando chegou ao hotel. As pessoas já comentavam à porta que a polícia havia prendido um assassino foragido e que o havia deixado escapar. Gabriel enlouqueceu e fugiu, levando nós três com ele. A polícia nos caçaria até nos encontrar. Por sorte, éramos nós três que o recepcionista do pulgueiro havia visto e quando Gabriel saiu, o homem não estava lá.
O problema é que tivemos de deixar nossas coisas lá, e o dinheiro que Gabriel tinha no bolso, bem, esse já tinha sumido. Pensou que poderia ter sido roubado na rua, ou pelos policias, mas o caso era que naquele momento estávamos totalmente ferrados. A polícia estava chegando perto e não tardaria em nos encontrar.
Nos escondemos na Zona Portuária de Manaus. Fazia um calor absurdo. Acho que foi isso que mexeu com os nossos miolos... ou teria sido a T.P.M? Aretha não parava de dar lição de moral, até a Judy já tava ficando puta da vida com suas reclamações sem fim. Um novo ato seria feito. A T.P.M não é uma palavra engraçada?
Gabriel, ainda puto da vida, teve uma idéia enquanto descascava uma maçã com uma faca velha e suja que tinha encontrado lá: se tivesse um refém, o deixariam em paz. Uma de nós poderia ser a refém, só para a polícia dar uma folga. Mas éramos cúmplices e não reféns. Descobrimos com Gabriel que a diferença está nos olhos de quem vê. Ele pegou a mão esquerda de Aretha, a colocou sobre uma caixa de madeira e cortou-lhe o polegar.
Aretha chorava, gritava e se debatia. Eu sentia sua dor me rasgando a alma, me dilacerando. Ela nos abandonaria assim que tivesse a chance. Como deixamos que ele fosse tão longe?
Ele queria um papel e uma caneta e os arranjou na mesa de um fiscal da Zona Portuária, mas sujou todo o papel de sangue enquanto escrevia. Eu mesma fui pegar outro papel pra acabar com aquela agonia. Escrevi com a mão direita, porque ao contrário de Gabriel, sou destra. Deixamos o recado de que tínhamos uma refém e o dedo dela, pra provar, sobre a mesa do fiscal. Acho que Aretha já havia nos deixado, mas eu ainda tinha esperança de que ela voltasse. Andamos sem destino por algumas horas, encontramos uma capela abandonada no meio do mato e apagamos ali por 3 dias. Só acordamos quando a polícia chegou. Não lembro direito como foi, só lembro de ter sido carregada por um policial e da voz de Gabriel gritando no meu ouvido: "a puta nos entregou!".
T.P.M. Foi a primeira palavra que ouvi ao acordar no hospital. Tinha um policial me olhando com cara de bobo, enquanto um outro falava com o médico. Fiquei calada, com os olhos semi-cerrados, T.P.M entrando por meus ouvidos, como quando eu tinha 8 anos. Depois de falar com o médico, o policial perguntou meu nome. Respondi Vanessa. Depois o médico começou a me fazer um monte de perguntas. Sim, eu sofri de dores de cabeça fortes. Não, eu não saía do ar depois acordava, pelo menos nunca havia acontecido antes da polícia nos achar. "Nos" achar. "VOCÊS quem?", perguntou o policial. "Eu, Gabriel e Judy", respondi. "E quanto a Aretha? Ela é sua amiga?", perguntou o médico. "Ela dedurou a gente!", gritava Gabriel, mas eu não queria ouvi-lo. "Sim, mas ela foi embora", respondi. "Ela avisou a polícia onde estavam, disse que foi o dedo dela que você cortou", continuou o médico. "Eu não, Gabriel". "Já chega dessa palhaçada!", berrou o policial. O médico pediu que ele se retirasse, o outro ficou no quarto, ainda me olhando com cara de bobo.
Quando o médico voltou, notou que eu não havia entendido nada do que estava acontecendo. Perguntou-me se eu já havia ouvido falar em Dissociação de Personalidade. Respondi que não. Ele disse que quando uma pessoa se olha no espelho vê seu reflexo como se o espelho estivesse quebrado. Pode haver duas partes ou mais, fragmentos, pedaços da mesma pessoa. Cada pedaço adota um nome, uma personalidade, um estilo de vida. A personalidade principal desconhece as demais e essas personalidades atuam alternadamente. Disse que no meu caso as personalidades interagiam entre si. Achei aquela baboseira toda ridícula, eu não tinha nenhuma dissociação de personalidade. Gabriel, eu, Judy e Aretha éramos pessoas diferentes. Mas o doutor me retrucou dizendo que éramos pessoas diferentes habitando a mesma mente. Ri, não, gargalhei. E chorava. Como aquilo seria possível? Eu tinha lembranças.
Foi então que o médico olhou pra baixo e eu vi minha mão esquerda. Deus, senti meu sangue todo ir pra boca e mesmo assim ainda a sentia seca! Meu polegar estava faltando. Mas não era o meu polegar, era o polegar de Aretha, que chorava e dizia ao médico: eu tentei fazê-los parar, eu tentei, eu tentei...
As lembranças vieram...o médico, a mãe.
"Carolina...doença...T.P.M...abuso sexual..."
"Absurdo! Louco! Minha filha...tocada...jamais!"
A mãe de Carolina não ouvia o médico. Também não ouvia a filha chorar à noite quando seu marido abusava de sua criança. A mãe de Carolina não ouvia, não via, não queria saber. Foi assim que conseguimos engolir a pequena Carolina, pois quando ele cravou as garras na sua carne macia de criança, doeu.
"T.P.M? Palavra engraçada!". Transtorno de Personalidade Múltipla.

sábado, 3 de abril de 2010

THE TIME IS COMINGI

The time is coming to be free...
I feel inside my veis, running in my blood,
Little by little this blur that's you vanishes.
What am I to you?
I don't think you're able to answer this anymore,
And little by little this weight that I am becomes lighter.
Pretty soon we will be just memories to each other,
Lying forever in the past...
That's all that this love will be.
If I said that that makes me happy,
I would be lying,
How could being forgotten bring me joy?
But if that's what it takes to be free,
And nothing will ever come from this love,
The best we can do is let it be,
and leave all of this be destroyed.

sábado, 13 de março de 2010

You said it would be hard for you to be so far from me...
I say once again if that's true, well, it just doesn't seem to be,
Because you keep me aside, so far that I can't see.
At this range things just seem to be so small
But feelings grow so fast and though
I thought I heard it all before it still surprises me
How I let your lies mislead my thoughts,
No reason, no sense, no rationality at all...

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Firts he told her he had a lover,
Then she told him she would enjoy his company,
And that's how they started their romance...
She pretended to be nonchalant about him as he gave his heart away,
but all she really wanted was to be the one,
And as this feeling grew they found themselves in a dilemma:
She wanted to be with him and he would run away from their feelings...
She bropke up with him for the first time, without tears or fears inside.
But addicted as she was, it didn't take long until they make up.
After many comes and goes, he finally left on plane without warning her
And when she found out about it, she cried uncontrolably,
Syhe met some other guys, he got alone again,
And when they reunited she was too broken to confess love,
Scared once again he would't understand.
On the other hand he believed her mask and hide himself away from feeling or causing pain.
And once again they got apart, separated by the convincing lies...
She found herself a man and he found his charming princess,
She lost many things along the way and he got all that he was missing.
But he never quit trying seeing her again,
and when she felt alone, he was ready to come along.
And once again there they were, this love was a disease none of them could let go,
No confessions were made until she finally decided that what she felt for him
She couldn't no longer keep inside.And they they finally spoke words from their hearts,
But nothing would be enough to make him leave his life behind,
Then hurted and afraid she decided to step back and leave him to decide.
But he couldn't do so and could never let her go,
So with pain her eyes she decided to be strong and tell him to look for her no more...
And now she writes this stupid story, as if anyone would care,
She feels that sooner or later it will wash away her pain..."

sábado, 23 de janeiro de 2010

Feel me slipping through your bleeding fingers,
The palm of your hands being stinged by the thorns of my skin,
Can you feel the pain?
I'm vanishing in front of your eyes and yet you can't say the words...
Tongue-tied by the pain,
eyes swollen by the cloudy tears,
I'm torn apart by all the desire, pain, regret, restless nights, pleasure,
disdain, desperation and sorrow,
And yet you see me whole...
Are you that blind? Or am I naive enough to believe you wouldn't perceive it?
Your hands may be bleeding but it's my heart which is drained,
And this shade of pale on my face is just the astonishement of still being surprised
By your untruthful tongue.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Después del después,
Cuándo no puedas mirarme más,
Cuándo rechazarme con tu voz muda,
Mientras me reposo con dolor agudo,
Recordando del día en el que me alejé...
Después del después,
Cuando recordarme de tus ojos ciegos
Y, después, tristes, despiertos,
Recordaré las lágrimas que no lloré
Y del día en el que me alejé
Después del después,
Cuando acostarte con la memoria
De mis palabras crudas y de mis sentimientos desnudos
Te arrepentirás de tus acciones brutas
Y del día en el que me alejé...
Después del después,
Cuando llamarme fingiendo alegría,
Y yo, del otro lado de la línea,
Oír tu voz e sentirme perdida,
Recordaré porque me alejé.
"Our lives in our hands,
Yes, we can control our fate,
The choices we make are reflections of our essence
And they make the rules for our living...
We have to walk alone to learn the way,
And test our limits to know when to stop,
We may not know how to get there,
But we must know where to go.
It’s not easy to face our mistakes,
The worst are the ones we make against ourselves,
And forgiving ourselves is harder than forgiving others.
Love can’t be an excuse for indulging inflicted pain,
Loving someone else can’t be an excuse for lack of self-esteem,
Nothing is more important than our own desire,
It’ not selfishness, it’s survival…
Yes, I said you’d hurt me,
I knew… I always did
Eating me for breakfast and spitting me out,
You knew it… you always did…
Why did we stick together?
We both needed to learn something.
I did… did you?"
Some call it changing,
But it means more than this…
It’s adapting, fitting in your skin,
Feeling comfortable underneath…
Underneath… what lies there?
A world-to-be of shadows and brightness,
I have to stop me from wanting…
Is this changing or evolution?
Am I able to cry?
Am I able to leave?
Am I able t feel?
I can’t be blamed, I’m running away from shame.
They ask me to bleed, but I’m out of blood,
It’s that simple, it’s over.