"Não é a tristeza que invade em um momento nada adequado,
Tão pouco a alegria sugestiva de um dia que terminou bem,
É como se todas as palavras que escrevo não saíssem de mim
As músicas que ouço, cada uma me toca em algum momento
Não diria eu que sou uma alma sensível... diria diferente, sou uma alma cansada.
Tantas coisas que não entendo e que quando finalmente me dou conta,
Não me interessa entender...
Todos aqueles sentimentos que antes me faziam enlouquecer num frenesi de paixão
Hoje são apenas histórias maçantes que me fariam dormir antes do desfecho do primeiro capítulo.
Mistérios, caprichos, desordem, caos, flertes vazios, palavras dúbias, olhares cruzados, separados, vozes inaudíevis, sussurros altos...
Isso me fez estremecer tantas vezes e hoje perde a capacidade de me fascinar.
Eu deixei pra trás toda essa capacidade de me aturdir com o estranho e quero ser abraçada pelo que é simples...
O simples me parece tão distante, inatingível e difícil de ser encontrado que às vezes me pergunto se ele existe ou se é da natureza humana abortar o real e o verdadeiro e tornar coisas simples como o desejo e o carinho em um eterno jogo, uma caçada exaustiva onde alternam os papéis o caçador e a caça.
Bem, minhas armas estão postas de lado, sem munição eu me rendo.
Não estou feliz, não estou triste, estou indiferente."
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
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