Mais uma vez vejo a casa um pouco mais vazia de gente,
Se enchendo de histórias.
Aquilo que amo se coloca atrás da pedra, e enquanto alguns cravam suas mãos na terra
E cavam por suas esperanças,
Eu uso meus punhos pra quebrar os muros da minha saudade.
Os planos que fazemos não são nada,
Os sonhos que temos não são nada,
Deus mais um vez brinca de ser Deus
E tira de mim as promessas que eu mesma me fiz.
Recomeçar mais uma vez, do início,
E ver que o único consolo que me resta é saber que muitos que riem comigo
São também capazes de comigo dividir suas lágrimas e sua tristeza...
E conto desconsolos a mais com copos de arroz a menos,
Tudo que amo se vai, de tantas maneiras diferentes
Por vezes o cansaço me traz idéias tolas que se desfazem diante do meu medo de altura...
Não posso contar os erros, ou as lágrimas,
sei que sempre hei de dever minha alma àqueles que me deram seu ombro...
Mas ainda estou aqui, tentando ver Deus naquela mancha na parede.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
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