sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Eu quero apenas me recolher ao começo,
Ao começo de mim...
Quando "ser" era apenas "ser",
Era natural, simples e impensado...
Quero voltar a "ser"!
Hoje "estou" eu,
E "estar" é sempre um exercício,

Mas não o exercício de quem esqueceu quem é,
E sim a luta para tentar re-imitar os passos de quem foi...
Como falsificar sua própria assinatura pois sua caligrafia mudou.
"Ser" eu é um desafio,
E não venha me dizer que as pessoas mudam...

Pessoas não mudam, seus sonhos mudam...
As pessoas são as mesmas.
Mas o que acontece quando os seus sonhos divergem do que é normal?
se os seus sonhos se mudam para um lugar incomum?
Acho que posso vê-los lá, em caravana,
se mudando para o deserto que me transformei...

Hoje vou me deixar "estar" em mim
E quem sabe os meus sonhos um dia "serão" eu

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nothing scares me the most than your ability to lie...
Somethings never change, you always prove me right,
Others, on the other hand, finally perceive the light.

That's me, walking free from your deceiving,
watch me finally leaving through that always-open-door
To a brighter future, a new beginning...

You can try to drag me back to that tower you used to keep me,
But I grew smarter now, I can see where you were leading me,
I was an item from you collection of playing dools and dirty secrets...

Those late phone calls, all that hide-and-seek, all the bruises, all the marks,
All those games and all those tricks,
I fought so hard to leave behind all the lies we both were leaving...

Now I almost failed in trying to forget and not forgive,
So I decided to forgive and leave it all behind
Cause the hate can burn again and pull me back behind.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sim, hoje era um dia de felicidade plena
Era um dia em que acreditava que a alegria é eterna
Mas eis que a vida me mostra que todo amor é findável,
Passível de erros, carregado de dor...

Não vou culpar os outros pelos meus medos,
Mas temo as conquistas mais do que as perdas,
O fim muito mais do que o começo,
Os tropeços muito mais do que a caminhada...

Sinto culpa por às vezes seguir passos alheios
E me amedrontar diante do sofrimento dos meus,
Imagino que a sua dor possa um dia ser minha
Como é hoje o meu amor...

Não quero me comparar aos outros
Mas se vi um dia em você a mesma alegria que sinto,
Posso um dia ter a mesma tristeza que chora?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Como expressar em palavras o que sinto?
Não há palavras que já não tenham sido usadas por mim
Ou por um poeta mais capaz
Teriamos que reescrever o dicionário,
Reinventar a gramática,
Renovar a sintaxe...

Talvez eu tenha que criar uma nova língua,
Neologismos, simbolismos,
Para expressar o que para os outros é tão antigo quanto o tempo,
Mas que para mim só foi revelado no momento em que voê entrou em minha vida
O verbo amar, tantas vezes facilmente conjugado sem sentido,
Finalmente tomou forma, se fez compreendido

Aqueles que dizem que o amor não deve ser compreendido
desconhecem a sensação de olhar para alguém e poder dizer por que amam
Porque entender o amor o faz completo, não saber suas razões o faz efêmero
Se lhe interrogam "por que ama?" e em resposta tens: Não sei, só sei que amo...
Sem mais delongas, sem mais razões, sem mais porquês...
são grandes as chances de um dia olhar para o outro e perguntar-se:

"Por que amo?" - e ouvir como resposta o eco de sua própria dor dizendo
"Não sei se amo"
E por que te amo?

Porque ao seu lado quero ser uma pessoa melhor,
Porque seus cuidados e seus carinhos me fazem sentir especial,
Porque ouvir a sua voz me faz bem e me acalma,
Porque o toque das suas mãos me atiça e tranquiliza,,
Porque sua capacidade de ouvir e refletir com calma e ponderância
contrasta com meu temperamento fatalista e imediatista,
Porque ao me olhar nos seus olhos me vejo com a beleza que você me vê,
por dentro e por fora,
E nunca me senti tão plenamente bela...
Porque me atrevo, pela primeira vez, a sonhar com um futuro pra dois.

Te amo porque você fez nascer em mim um sentimento forjado,
Não em brasas, mas no simples calor d'alma.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Some people tell me I should love less,
I should feel less, I should care less...
Sometimes I agree I'm overwhelmed by feelings that come from nowhere,
And they grow for no reason, and they stablish in my heart.
I'm captive of dreams of passion and love,
And sometimes the nightmares, they come, only to prove me wrong,
Only to keep me strong...

I cannot say I'm supposed to live happily forever after,
Life is not a bedtime story... and I know that so well...
I wish I could be different, let myself be loved and love less in return,
But that's who I am... and in spite of all the sorrow and pain
If I don't give myself away being loved is all in vain...




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Confiança... não é uma palavra à toa, jogada no tempo, envolta pelo vento,
Confiança não se conquista com luta, com labuta, com súor e sangue,
Ela se aproxima lentamente em passos curtos e serenos
Ah, e quando se parte tudo se perde, tudo se confunde,
Dá um aperto n'alma, uma angústia, um medo de não mais confiar...
Um silêncio de tudo que aos sentidos aturde.
Não vou dizer que confio a minha vida, meu mundo, minhas dores,
Mas aos poucos entrego os meus risos, meus temores sem pensar em dissabores,
sem pensar em duvidar.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"Não é a tristeza que invade em um momento nada adequado,
Tão pouco a alegria sugestiva de um dia que terminou bem,
É como se todas as palavras que escrevo não saíssem de mim
As músicas que ouço, cada uma me toca em algum momento
Não diria eu que sou uma alma sensível... diria diferente, sou uma alma cansada.
Tantas coisas que não entendo e que quando finalmente me dou conta,
Não me interessa entender...
Todos aqueles sentimentos que antes me faziam enlouquecer num frenesi de paixão
Hoje são apenas histórias maçantes que me fariam dormir antes do desfecho do primeiro capítulo.
Mistérios, caprichos, desordem, caos, flertes vazios, palavras dúbias, olhares cruzados, separados, vozes inaudíevis, sussurros altos...
Isso me fez estremecer tantas vezes e hoje perde a capacidade de me fascinar.
Eu deixei pra trás toda essa capacidade de me aturdir com o estranho e quero ser abraçada pelo que é simples...
O simples me parece tão distante, inatingível e difícil de ser encontrado que às vezes me pergunto se ele existe ou se é da natureza humana abortar o real e o verdadeiro e tornar coisas simples como o desejo e o carinho em um eterno jogo, uma caçada exaustiva onde alternam os papéis o caçador e a caça.
Bem, minhas armas estão postas de lado, sem munição eu me rendo.
Não estou feliz, não estou triste, estou indiferente."